Concordo com o jornalista quando ele diz que o Palmeiras é rico, depois de anos amargando uma terrível miséria, hoje podemos dizer que somos ricos sim, isso graças à diretores competentes que souberam dar uma gestão eficiente ao time, à empreendedores que construíram a arena multiuso mais moderna do país, se não da América Latina e à uma fanática torcida que mesmo nos momentos de desespero (o fundo do poço foi o final de 2012, quando o Corinthians venceu o mundial e nós caímos) acreditou em dias melhores sempre.
Agora muito me assusta quando esse comentarista, um dos maiores especialistas em futebol europeu, diz que o Palmeiras é "mimado", para derrubar a tese dele basta comparar a política de compra de jogadores do Alexandre Mattos e companhia com a politica dos grandes europeus.
Ao fazer tal comparação é nítido perceber que nem todas as contratações de peso darão resultado imediato, por diversos motivos. Exemplos não faltam, como o James Rodrigues no Real Madrid, ou até mesmo o início do Philippe Coutinho quando chegou à Liverpool.
A diferença que os clubes ricos tem dinheiro suficiente para dar a esse jogador o tempo que ele precisa, se preciso for, até realiza empréstimo para outras agremiações, pois tem cacife para repor aquela peça frustrada. Quem não tem grana, ou insiste com o atleta até a torcida querer comer ele vivo ou envolve ele em alguma troca para tentar ajustar seu time à base do escambo.
Resumindo, o Palmeiras está dando o tempo que o Borja precisa para se adaptar e desenvolver seu futebol à maneira que o técnico quer, não existe desperdício nisso, mas sim estratégia e profissionalismo.

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