O fato é que, ou por inocência, ou por má fé, os jornalistas que insistem nessa tecla vão ter que rever seus conceitos a partir da vitória do Verdão no último domingo diante da Ponte Preta.
Na cirúrgica vitória alviverde, o time titular foi escalado com 4 "pseudo" reservas (Luan, Juninho, Gabriel Furtado e Erik), além de dois atletas que ainda não podem ser considerados totalmente titulares (Willian e Mayke).
O que muita gente ainda não percebeu, é que o Cuca conseguiu implantar um sistema de jogo onde não importa o nome de quem vai entrar, todos sabem exatamente o que fazer.
Prova disso é o lado esquerdo do ataque, onde o Dudu era titular absoluto, com sua lesão o Keno entrou e foi destaque da equipe em diversos jogos, na última rodada o escolhido foi o Erik, que além de ter demonstrado uma disciplina tática gigantesca, deu uma bela assistência de calcanhar para o Guerra fazer o segundo gol do Verdão.
Com o sistema na cabeça dos atletas, o treinador pode moldar a equipe conforme a necessidade do jogo. Em uma partida fora de casa onde o adversário possui fortes características ofensivas, por exemplo, ele escala o Juninho como lateral esquerdo. Já quando a peleja é em casa e sabe que o rival vai entrar mais recuado, ele pode contar ou com o Egídio ou com o Zé Roberto.
Outra força do elenco está na zaga, ontem ficou claro que não há diferença se o companheiro do Mina for o Dracena, ou o Luan, ou o Juninho, ou, até mesmo, o Antônio Carlos.
Lógico que o time conta com uma espinha dorsal formada pelos craques que vivem ótima fase (Prass, Mina, Tchê Tchê, Guerra, Guedes e Dudu) porém dependendo das condições físicas desses atletas, a entrada de outras peças deixa o time com um nível técnico bastante parecido, isso devido a qualidade de todos os jogadores.

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