quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CREFISA vs NOBRE

A paz política no Palmeiras, que durou cerca de um ano, o último da gestão Paulo Nobre, acabou. Ao entrar de cabeça na vida política palestrina, a dona da generosa patrocinadora do Verdão, causou tamanho transtorno em Paulo Nobre ao ponto dele colocar em risco o invejável contrato de patrocínio ao tentar proibir a candidatura de Leila à uma cadeira no conselho do clube.


Embora o período de calmaria pareça ter acabado, essa é uma briga muito diferente das batalhas que assombraram nostro Palmeiras depois do fim a era Parmalat (período que nos rendeu um jejum de títulos e dois rebaixamentos no Campeonato Brasileiro), isso porque, naquela época brigavam pela presidência peixes muito pequenos, para ser mais direto, era um bando de pobres (para padrões do mundo do futebol) se esfaqueando para conseguir realizar um sonho de garotinho.



Hoje a briga são de duas forças financeiras incrivelmente potentes, de um lado o Paulo Nobre, o maior presidente da história do Palmeiras, um magnata que não poupou esforços financeiros para tirar o Verdão da lama e, não só isso, trouxe gestão para um clube que, antes dele, tratava suas contas com um amadorismo doméstico.

Do outro lado a Leila Pereira, empresária que despeja como patrocínio, cerca de R$ 100 milhões por ano no Palmeiras, e que sabe utilizar da gigantesca força da marca a fim de promover suas empresas, Crefisa e FAM.

Leila pode ter usado os meios de Mustafá Contursi para legitimar sua candidatura? Não sei. Porém o próprio Paulo Nobre sempre foi contra a absurda lei que o sócio precisa estar há pelo menos 8 anos no clube para poder participar da vida política dele. É como se o Bill Gates decidisse investir metade da sua fortuna no Palmeiras e mesmo assim, não teria direito a votar para presidente durante esse longo período.

Outro ponto é a crítica que parte da torcida vem fazendo pelo fato de Leila aparecer ao lado de Mustafá Contursi, não podemos esquecer que o próprio Paulo Nobre também sempre foi parceiro do ex-ditador palestrino, isso porque ele ainda domina o cadavérico conselho.

Leila está em plena campanha e não deverá ter surpresas para assumir o posto que tanto almeja, isso garantirá um bom patrocínio para, pelo menos, os dois próximos anos. Cabe ao Maurício Galiotte ter a sabedoria e acalmar o ânimo das duas torres de dinheiro que brigam para comandar o Palmeiras, porque elas separadas já é muito bom, mas se estiverem unidas teríamos futuro ainda mais promissor.


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